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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

De virada: Macaé Oilers bate o Rio de Janeiro Islanders e está na Final da LiFFA 2015

No duelo que decidiria um dos finalistas da LiFFA 2015, o Clube dos Taifeiros da Aeronáutica, na Ilha do Governador, recebeu um jogão na tarde deste domingo (15). Frente a frente estavam Macaé Oilers (4) e RJ Islanders (1º). Sempre promovendo partidas equilibradas, dessa vez os macaenses levaram a melhor por 25 a 24, com muita emoção.

Com a derrota, o RJ Islanders descobriu o que é perder na LiFFA. O time vinha de uma sequência de 12 jogos sem ser derrotado (13 contando pré-temporada). Ou seja, o clube está na Liga desde junho de 2014 e só foi conhecer seu primeiro revés em novembro de 2015. Fantástico.

Essa foi a primeira vez em três jogos que o Oilers venceu o Islanders. Perdendo anteriormente por 13 a 12 e 28 a 23.

Mas quer saber como foi o jogo? Então eu te conto:

O Islanders começou avassalador, abrindo o placar no primeiro período com uma corrida do RB Valle - com XP. Em outra campanha no mesmo quarto, o QB Vavo Calvet conectou um passe para o TE Paulo Abrantes marcar - com XP. Ainda nos primeiros 12 minutos, o FB Patrick Ribeiro adentrou à end zone para o Macaé Oilers - sem XP.

No segundo quarto, o QB Gabriel Lazaro se esticou para marcar seu primeiro TD no jogo - sem XP. Com o placar em 14 a 12 para os Insulanos, o TE Paulo Abrantes recebeu outro passe para TD - com XP - e aumentou  a vantagem para 21. No fim da primeira metade, Lázaro encontrou o WR Igor Oliveira para diminuir o prejuízo - sem XP.

Ai o último quarto pegou fogo. Sem pontuações no terceiro, os últimos 12 minutos foram eletrizantes, pois Vavo Calvet acertou um field goal e colocou o marcador em 24 a 18 no inicio do período, só que o até então apagado Bruno Oliveira apareceu mergulhando para fazer seu touchdown que empatou o jogo - triscando o poste Daniel Antunes acertou seu primeiro XP no jogo; Vavo ainda teve a oportunidade de voltar à frente no placar, só que foi interceptado pelo CB 'Bugão'.

Agora, o Macaé Oilers cruza o estado no dia 6 de dezembro para fazer a Final contra o Volta Redonda Falcons, que virou o placar contra o UFF-Niterói Federals para 26 a 20, levando o jogo mais importante do ano para o Sul Fluminense.

Análise:

RJ Islanders (0-1 nos Playoffs):

Vavo é um dos Top QBs na Liga, mas não teve sua melhor tarde. Na verdade, sempre procurava Paulo Abrantes, afinal, há um entrosamento de anos ali. Ele foi um grande gerenciador de cronômetro, mas na campanha derradeira, que o Islanders está acostumado a ganhar, ele errou. Passe atrás do recebedor e na frente do cornerback. 

Pelo chão, Léo Farah teve seus bons momentos, só que André Valle foi o cara. A cada toque era quase um first down, mas foi sendo menos usado durante o jogo; Farah é dez! Ele consegue ler muito bem os espaços e tem paciência de ir atrás dos bloqueadores.

Pelo ar, Lerrique fez algumas recepções, assim como Cláudio, mas não dá pra fugir do dia de Paulo Abrantes com dois touchdowns e bons bloqueios. O pessoal fica nervoso com seu trash talking. Ah, e o LT Dayan atuando como TE? Amigos, ele pegou bola e quase fez TD brigando por bola na end zone. Gordinho ousado. 

A linha foi bem. Não houve sacks, mas tiveram momentos de pressão, principalmente, quando tinham blitz pelo meio. Destaco o bom trabalho do LG Hugo Constantino. Ele abria gaps que pareciam Sapucaís. Foi bem demais.

Só quero destacar uma pessoa na defesa dos Islanders: Golias. Mais magro do que em 2014, onde atuava como DT, agora, ele joga de MLB. E joga bem. Provavelmente, ele deu uns dez, 11, 12 tackles. Parou os gigantes Patrick e Diogo Coelho com facilidade, pareciam até jogadores leves em contato com um armário. 

Macaé Oilers (2-0 nos Playoffs): 

Recuperado e protegido de uma possível contusão na cabeça - lê-se cerébro -, o camisa 10 foi bem. Ele correu, lançou, criou e isso foi um diferencial que não teriam como Vovô de quarterback. Os rollouts são marca registrada. 

Sem Bo Jafras 'Bahia' embarcado, quem correu foi Diogo Coelho e Patrick Ribeiro. Olha, pra poucas jardas até dava, mas pra grande avanços foi difícil, mesmo algumas jogadas entrando. Golias neutralizou os FBs. 

Pelo ar, gostei do dia de Igor Oliveira, tanto como recebedor, como retornador. Ele deixou seu touchdown e fez outras boas recepções; Bruno Oliveira fez o touchdown pra ganhar o jogo, mas não produziu muito em outros lances. Gostei muito do WR Cordeiro. O camisa 7 fez boas recepções e é uma boa peça de escape para colaborar com 'Os Oliveiras'.

A linha ofensiva foi bem. O center Maury está ótimo, assim como o G Artini. Erick Souto tá muito bem como tackle. Vamos ver se ele joga a final (entenda nas Curtinhas).

Na DL, o melhor foi Dalmo Mendonça. O defensive end foi bem demais, desde desvios a passe, até a pressão; Ivo Henrique e Maycon Campanati merecem destaque também.

Na defesa, em geral, destaco o CB 'Bugão'. Ele é underrated. Providencial, o cornerback fez a interceptação que garantiu o Oilers na final e isso só foi a coroação de um trabalho que o camisa 16 tem feito com qualidade.

Curtinhas:

Melhoraram:

Em comparação com a Final de 2014, Vavo Calvet e Thiago Vovõ - dois entendedores de regras - reclamaram muito menos, ajudaram a construir o jogo e isso foi bom pra todo mundo.

Mas ficou feio:

No fim do jogo, dentro dos dois minutos finais, o RJ Islanders correu com o RB Valle e não pediu tempo. Correram mais de 40 segundos do relógio, ai perto do fim Vavo reclamou que o relógio correu demais. Mantive a explicação acima e ele virou as costas dizendo: "Cohen, você conseguiu o que queria."

É, realmente, vou sair da minha casa só pra eliminar o Islanders. É bem do meu feitio. Ainda bem que o resto do elenco não achou que houve interferência das zebras. Até nos parabenizaram.

Ah, as zebras:

Hoje foi a primeira vez que arbitramos com a camisa zebrada e ficou muito bonita. Deu outra cara pro jogo. Acredito que quem viu de fora achou mais organizado.

Pro chuveiro:

O duelo teve dois ejetados: OT Erick Souto (Oilers) e Gabriel Bueno (Islanders). Em retorno de punt, após o fim da jogada eles tiveram um entreveiro. Foi quente, mas por uns cinco segundos, nada demais.

Só precisamos ver se Erick poderá jogar a final.

Emocionada:

Se alguém leva o amor ao Oilers firme e forte, Tia Rita dá um show. Mas até passou mal com as emoções do jogo. Calma, Tia Rita.