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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Macaé Oilers vence Botafogo Reptiles em duelo marcado pelas fortes defesas

A segunda rodada acontece no dia 3 de julho (foto: LiFFA)
Fechando uma semana com um combo de Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e o Moacyrzão, em Macaé, a Liga Fluminense de Futebol Americano abriu seus trabalhos da temporada Full-Pads no último domingo (26) com um jogão até o fim. O Macaé Oilers venceu o Botafogo Reptiles por 7 a 6, em jogo decidido por um erro de extra point. Agora, os dois times voltam a campo em 24 de julho pela LiFFA: os Oilers vão até o Rio de Janeiro, para duelar contra o Islanders; os Reptiles recebem o Magé Barões, também na capital.

A história do jogo:

Sabe aquela história de que "têm coisas que só acontecem com o Botafogo"? Pois bem, na estreia da LiFFA o ônibus quebrou e o jogo atrasou uma hora e trinta minutos, tempo que fez a equipe carioca perder o aquecimento e já chegar no Moacyrzão colocando helmets e pads e indo para o duelo.

O jogo inteiro foi muito truncado, com as equipes até conseguindo fazer longas campanhas, mas que sempre resultavam em punt, mas duas posses não:

No segundo período, em uma jogada de 3rd & 1, o QB Gabriel Lazaro tentou ganhar uma jarda correndo reto com a bola após receber o snap, mas abriu uma avenida, que o fez levar a bola até o touchdown - com extra point. No último quarto, o QB Airton encontrou o WR Emilio que fez alguns cortes para se desvencilhar da marcação até entrar na end zone - sem XP.

Análise:  

Hoje, bem mais curta, pois consegui ver pouca coisa desse duelo que foi muito pegado.

Macaé Oilers (1-0):

Na surpresinha, o Macaé Oilers já estreou ontem com três novidades: os estrangeiros LB QB Josh Marchbanks e o RB Paul Amorim, além do novo uniforme branco - que até lembra o do UFF-Niterói Federals em 2015.

Na função de lançador, os Oilers revezaram o já conhecido Gabriel Lazaro e o recém-chegado da ICFL, Josh Marchbanks. Confesso que achei que com Gabriel o jogo fluiu melhor, pois Josh não teve um grande número de acerto de passes. Mas com o americano atrás do QB os macaenses ousaram e montaram um backfield com Josh, Gabriel, Paul Amorim e Patrick Ribeiro. Haja options.

O jogo terrestre foi regular. Tirando uma ou outra boa corrida de Paul Amorim, os Oilers conseguiram algumas investidas pelo meio com o MVP da final de 2015, o FB Diogo Coelho e com o RB Gabriel. 

Pelo ar, o WR Igor Oliveira tá pegando fogo. Recuperado de uma contusão no joelho, ele fez alguns bons retornos e outras recepções em screen-passes que resultaram em bons avanços. Sem destaques dos demais recebedores.

Na linha ofensiva vi uma unidade coesa. Gostei da forma que o time se comportou, além do mais, eles ganharam muito corpo e, hoje, tem uma linha defensiva muito alta e forte. Só vi a pressão chegar pelos defensive ends e blitzes por fora da linha.

Na linha defensiva destaco dois atletas que dominaram seus marcadores: o DE Dalmo Mendonça e o DT Lucas Morello. O primeiro sempre que foi deixado em mano-a-mano correspondeu passando por fora; o segundo sempre destruia o meio do pocket, bem demais.

Como Glória Pires, não sou capaz de opinar sobre DBs e LBs.

Botafogo Reptiles (0-1):

Antes de tudo é preciso saber que o Botafogo veio à LiFFA com um elenco muito jovem, com alguns jogadores experientes e sem medalhões como os QBs Mamão e Raphael Harrison, o WR Loan Felisardo, além do TE titular Paulo Abrantes.

Bem, na posição de quarterback, assim como seu adversário, os Reptiles também revezaram o lançador. O começo do jogo foi com o jovem e promissor Pedro. Ele fez algumas boas jogadas, mas chegou a errar um handoff que resultou em um fumble - recuperado pelo Botafogo. Ele mostrou bom conhecimento do plano de jogo, presença de pocket e mecânica de passe. Logo, foi substituído pelo QB Airton que trouxe outra pegada ao jogo. Além dos passes, o camisa 20 fez algumas corridas, sem falar de maior mobilidade que ele exerceu fora do bolsão de proteção. Nenhum quarterback foi interceptado na partida.

Quero destacar nesse parágrafo a boa atuação do RB Nikolas, ou seria N40? Que jogo do menino, que, mesmo passando mal, foi o destaque pelo chão. Palmas também para a linha ofensiva que abriu grandes gaps, principalmente nas corridas entre o tackle e o guard na esquerda. Nikolas quebrou muitos tackles e provou ser indigesto de derrubar. Dois perigos na bola funda.

Pelo ar, gostei da dupla de WRs MP Martinez e Emilio. Jovens e promissores, além de velozes. Destaco para a temporada o MP, pois já conheço o trabalho dele desde a época de Niterói Federals e foi um dos destaques do torneio passado. No jogo, ele fez bons retornos e uma ou outra recepção; Emilio é veloz demais e marcou o touchdown botafoguense no duelo.

Na OL, eu gostei bastante do conjunto, mesmo com muita pressão, eles lideram bem com isso nas situações de passe. Nas corridas, muito espaço aberto para correr.

O setor defensivo teve algumas mudanças de posição que me chamaram atenção, como o experiente cornerback Pato Bala atuando como linebacker, o CB Érick Abreu - titular em 2015 - atuando como safety, entre outros. Mas na linha defensiva, a briga foi boa, pois apesar de nem sempre conseguirem penetrar, fecharam bem os gaps impedindo as corridas. Poucas entraram. O equilíbrio do placar mostra que ninguém se sobressaiu no jogo.

Reitero Glória Pires: não sou capaz de opinar LBs e DBs.

Curtinhas:

O campeonato inteiro...

Certeza que o campeonato inteiro será como foi esse. De jogos duros até o fim. 

Serve de exemplo!

Visionário, o Botafogo saiu na frente dos outros dois grandes do Rio colocando um time de base para jogar na LiFFA. Assim, quem entra no time já sabe que vai disputar alguma coisa. Melhor que isso: você prepara seu jogador para o futuro, sem entrar pressionado na Superliga Nacional.