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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

FeFARJ e LiFFA conversam para unificação do futebol americano no Rio de Janeiro

A unificação é algo que vem sendo recorrente para maiores avanços do futebol americano em todo o país. A última e grande junção foi entre o agora extinto Torneio Touchdown e a Confederação Brasileira de Futebol Americano, quando foi formado o maior Campeonato Brasileiro da história do país. Agora, no Rio de Janeiro há conversas para reunir as forças do esporte no estado e desenvolver a bola oval em um dos lugares com mais história.

É oficial. A Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e a Liga Fluminense de Futebol Americano estão em conversas para uma unificação das instituições para 2017, sendo acompanhada de perto pela CBFA. A FeFARJ é quem controla o esporte na capital com as grandes equipes de grama e os times de areia que disputam o Carioca Bowl, o torneio mais antigo do Brasil, além de ter a chancela da Confederação Brasileira de Futebol Americano. Em contrapartida, a LiFFA, fundada em 2012 originalmente na modalidade No-Pads, desde 2016 possui o estadual Full-Pads com sete clubes equipados - um deles o Botafogo Reptiles -, alguns com intenção de entrar na Liga Nacional no ano que vem e 18 equipes filiadas, incluindo duas de Minas Gerais.

FeFARJ e LiFFA conversam com a CBFA de olho no resultado das negociações

Supondo que haja uma unificação e forme-se um Campeonato Carioca de Futebol Americano, a intenção é que esse seja disputado no primeiro semestre, assim como já ocorre com outros estados como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, entre outros. Isso abriria o calendário no segundo semestre para que as equipes Full-Pads disputem a Superliga Nacional e a Liga Nacional sem enfrentar problemas de datas.

Esse tipo de remodelagem na administração do esporte no Rio de Janeiro seria interessante já que, hoje, Flamengo, Vasco e Botafogo não possuem jogos oficiais no primeiro semestre e a LiFFA, hoje disputada no segundo semestre, colocaria seus times para jogar na primeira metade do ano, dando margem para que seus filiados que estejam em condições disputem a Liga Nacional - divisão de acesso à Superliga.

Flamengo e Macaé se enfrentaram em amistoso no Moacyrzão, em maio de 2016
(foto: Jana Aguiar)
Para o presidente da FeFARJ, Ronaldo Pimentel, não há motivo para o Rio de Janeiro não ter um único estadual e ainda crê que é o melhor para o esporte no estado:

"Não tem porquê o estado pioneiro no Futebol Americano nacional não ter um estadual único e estruturado. Torço para que consigamos chegar nesse ponto, tenho certeza que será o melhor para todos." - avaliou o também atleta do Botafogo Reptiles.

Ainda não há conhecimento das propostas para o Carioca Bowl e equipes No-Pads da LiFFA, já que as negociações ainda estão em fases iniciais.